segunda-feira, 15 de junho de 2015

Assim dizia o grande Eça!

A Assembleia da Republica é um local que:
se for gradeado será um Jardim Zoológico,
se for murado será um presídio,
se lhe for colocada uma lona será um circo,
se lhe colocarem lanternas vermelhas será um bordel,
e se se puxar o autoclismo não sobra ninguém...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Rir "ainda" é o melhor remédio!

Enviaram-me esta história por e.mail e resolvi plantá-la aqui para quem se quiser rir à custa da nossa desgraça.


Nos tempos em que os reis mandavam, numa noite escura, à entrada de Dezembro, o rei veio à varanda do seu iluminado palácio e reparou que toda a cidade estava escura como breu.
Chamou o seu primeiro-ministro e ordenou-lhe:
- Antes do Natal quero ver a cidade toda iluminada. Toma lá 500 cruzados e trata já de resolver o problema.
O primeiro-ministro chamou o presidente da câmara e ordenou-lhe:
- O nosso rei quer a cidade toda iluminada ainda antes do Natal. Toma lá 250 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.
O presidente da câmara chamou o chefe da polícia e disse-lhe:
- O nosso rei ordenou que puséssemos a cidade toda iluminada para o Natal.
Toma lá 100 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.
O chefe da polícia emitiu um edital a dizer:
“Por ordem do rei em todas as ruas e em todas as casas deve imediatamente ser colocada iluminação de Natal. Quem não cumprir esta ordem será enforcado”.
Uns dias depois o rei veio à varanda e, ao ver a cidade profusamente iluminada, exclamou:
- "Que lindo! Abençoado o dinheiro que gastei. Valeu a pena".
… E foi assim que Portugal começou a funcionar, até os dias de hoje…

terça-feira, 24 de março de 2015

Culpado ou inocente?

Isto é o que circula por aí relacionado com o «Processo Marquês». É preciso ter uma grande dose de coragem (?!?!) para acreditar que o homem é inocente. No entanto nada há a fazer até a Justiça correr os seus trâmites. Esperemos com paciência o desenlace.


Sócrates partiu para Paris na manhã de quarta-feira, dia 19 de Novembro. Tudo indica que, nessa altura, já soubesse que a sua detenção estava iminente.
Na véspera tinha almoçado com o ex-procurador-geral da República, Pinto Monteiro. O almoço fora marcado com urgência, de um dia para o outro. Pinto Monteiro tinha um exame médico nessa manhã e avisou que poderia chegar atrasado. Sócrates não se importou, e disse que esperaria o tempo que fosse preciso. Acabou por esperar uma hora no restaurante.
Basta isto para perceber que não se tratava de um almoço de circunstância, como tentou fazer crer o ex-PGR. O pretexto alegadamente apresentado por Sócrates era oferecer a Pinto Monteiro um exemplar autografado do seu livro. Mas este fora publicado um ano antes e Pinto Monteiro até já o tinha, pois estivera presente no lançamento. Parece, pois, totalmente inverosímil Sócrates marcar um almoço de urgência para esse fim.
Pinto Monteiro disse que nesse almoço falaram de livros e de viagens. É bem possível. Sócrates deve ter-lhe oferecido o livro - e também lhe disse com certeza que iria viajar para Paris no dia seguinte. Ora, sendo quase certo que esperava ser detido a qualquer momento, quereria possivelmente saber se Pinto Monteiro estava a par de alguma coisa e saberia pormenores do processo. Isto explicaria a urgência do almoço.
Como previsto, Sócrates partiu para Paris na quarta-feira e deveria regressar na quinta. Também é difícil acreditar que esta viagem não tivesse qualquer relação com o processo em curso. O que poderia determinar uma viagem-relâmpago de pouco mais de 24 horas? O que iria Sócrates fazer de tão urgente a Paris?
Na capital francesa, o ex-primeiro-ministro encontrou-se com os seus alegados cúmplices Carlos Santos Silva e Gonçalo Trindade Ferreira, que entretanto tinham ido à pressa a Londres. Um e outro eram apresentados como seus testas-de-ferro em vários negócios.
Ainda em Paris, Sócrates conversou com o responsável da Octapharma em Portugal, Joaquim Lalanda de Castro, com o qual tinha um alegado esquema de entregas mensais de dinheiro. Lalanda receberia 12 mil euros por portas travessas que juntaria aos outros 12 mil que a Octapharma pagava a Sócrates. Este receberia assim 24 mil euros mensais, quantia indispensável para fazer face às suas despesas.
Ao contrário do previsto, José Sócrates não viajou para Lisboa na quinta-feira, pois adiou o voo para sexta. E na sexta voltou a adiar, já com o check-in feito, sendo obrigado a trocar o bilhete de classe executiva por turística, pois a outra estava completa.
Este segundo adiamento teve obviamente que ver com os acontecimentos da noite anterior, em que os seus amigos Santos Silva e Trindade Ferreira haviam sido presos à chegada ao aeroporto de Lisboa.
A partir daí, Sócrates sabia que iria ser o próximo detido. Por isso, o seu advogado João Araújo viajou de urgência de Lisboa para Paris e teve com ele uma demorada conversa em que discutiram o que fazer.
Mesmo sabendo que seria detido na Portela, Sócrates não podia deixar de regressar ao país. O mandado de detenção estava passado, e se ele não viesse haveria um mandado de detenção europeu e o ex-primeiro-ministro seria localizado num qualquer país da Europa e extraditado para Portugal. Além disso, a tentativa de fuga seria um reconhecimento de culpa.
José Sócrates tinha, pois, de regressar a Lisboa, inteirar-se dos crimes de que era suspeito e preparar a defesa.
Se saísse em liberdade, só com termo de identidade e residência, poderia viajar para o Brasil, como estava previsto, e aí as coisas seriam diferentes. No Brasil não existiria o perigo de extradição, como na Europa. Sócrates poderia ficar lá por tempo indeterminado, a pretexto de estar a tratar de assuntos da Octapharma, adiando sucessivamente o regresso a Lisboa. Estes eventuais planos seriam, contudo, gorados pela prisão preventiva decretada pelo juiz Carlos Alexandre.
De qualquer modo, antes de ser detido, Sócrates rodeou-se de cuidados. Na noite de 20 para 21 de Novembro (de quinta para sexta-feira), deu instruções à empregada de limpeza no Edifício Heron Castilho para retirar o computador de sua casa e mudá-lo para outro apartamento.
À chegada a Lisboa, Sócrates seria efectivamente preso. Mas antes de embarcar fizera outra coisa insólita: avisara um jornalista no qual depositava confiança da sua vinda e previsível detenção. Deste modo, pretenderia que a sua prisão fosse rodeada de grande aparato mediático - fazendo recordar o episódio Strauss-Kahn -, causando um escândalo de enormes dimensões.
Mas os agentes esperaram-no discretamente à saída da manga, conduziram-no discretamente através de uma zona reservada do aeroporto, e as únicas imagens que existem são de um carro onde não se sabe quem vai, filmado por um telemóvel ou uma câmara de vídeo do sistema de segurança.

domingo, 22 de março de 2015

Inacreditável!


Se isto não é uma montagem, feita por algum habilidoso nestas coisas do video, é coisa para ficar na História e pelos piores motivos. Eu diria mesmo que ..., prefiro ficar calado, oiçam e pensem o que quiserem!

sábado, 15 de novembro de 2014

O credo político!

O comunista neoliberal

Por: Alexandre Homem Cristo

A conversão de Bernardino Soares à austeridade esclarece o equívoco sobre a contenção orçamental ser uma opção ideológica. Se um comunista governa tal neoliberal não há alternativa ao rigor orçamental
Loures é, hoje, uma espécie de Portugal dos pequenitos. Não é, de modo algum, depreciação. É mesmo elogio: de acordo com o que se lê na imprensa, perante grandes dificuldades financeiras, o executivo municipal tem levado a cabo um exigente compromisso de contenção orçamental. Um trabalho de igual mérito ao que o Governo do país reclama. Sugere-se, assim, a quem não tiver a paciência para seguir os debates nacionais sobre o Orçamento de Estado para 2015 (OE2015), que acompanhe a discussão política neste município da Grande Lisboa. As questões-chave são as mesmas. E as soluções austeras também. Apesar da diferença: é que se o país é governado pela coligação de direita, Loures é liderada por um comunista.
Mas as diferenças acabam aí. É, pelo menos, o que transparece no discurso com que Bernardino Soares, ex-líder parlamentar do PCP, assinalou o seu primeiro aniversário à frente da Câmara Municipal de Loures, onde recupera para si a argumentação do Governo. E até a oposição reage da mesma forma.
Bernardino Soares colocou a credibilidade no cimo das prioridades – “podemos dizer que há um ganho, que não se mede em euros, nem em estradas, nem em obras, mas que é a nossa maior conquista: a recuperação da credibilidade”. Orgulha-se de falar verdade – “ninguém duvida que estamos próximos das pessoas e lhes falamos verdade”. Aponta o dedo às dificuldades financeiras – “é evidente que este ano de mandato foi muito marcado pela difícil situação financeira – que de resto se continuará a fazer sentir nos próximos anos”. Acusa os socialistas de fazerem a ‘festa’ com os dinheiros públicos – “o executivo anterior fez a ‘festa’ e deixou cá a conta para pagar”. Cortou nas ‘gorduras’ orçamentais – “tomámos importantes medidas de racionalização da despesa, eliminando despesas supérfluas – por exemplo, nalgumas avenças e viagens –, procurando reduzir outras, designadamente de funcionamento”. E reconhece que não tem folga orçamental para fazer o que gostaria – “a dimensão do problema faz com que o município não tenha folga orçamental para dar resposta a investimentos essenciais”. A réplica da oposição (PS) é aquela que se ouve em todos os debates quinzenais na Assembleia da República: “a pretensa situação financeira do município serviu (…) de desculpa fácil, para pouco ou nada fazer neste primeiro ano de mandato”.
Não exageremos. É óbvio que o rigor orçamental de Bernardino Soares seguirá opções de aplicação diferentes das de Passos Coelho. E é evidente que algumas dessas opções relevam do que os distingue ideologicamente. Mas qual é a margem para que essas diferenças sejam mesmo significativas? Muito pouca. Afinal, quando não há dinheiro, não há dinheiro. E não pode ser só coincidência que o discurso de Bernardino pareça plagiado de qualquer um de Passos Coelho, Paulo Portas ou até Vítor Gaspar.
É por isso mesmo que a conversão de Bernardino Soares à chamada ‘austeridade’ é duplamente interessante. Primeiro, ela esclarece um grande equívoco: o de quem acha que a contenção orçamental é uma opção ideológica. Não é. É uma imposição da realidade. E a palavra não é aleatória, porque é precisamente essa a tecla em que tanto se carrega: em 3 anos de legislatura, os cortes orçamentais valeram a Passos Coelho dezenas de diagnósticos de irrealismo. Será também Bernardino um irrealista?
Provavelmente, não. E aí está o segundo motivo de interesse. A governação de Bernardino em Loures é a prova definitiva do grande impasse político em que vivemos: se até um comunista tem de governar como um neoliberal, não há mesmo alternativa ao rigor orçamental. Ou seja, não há mesmo espaço para divergências políticas, para promessas ou para combates ideológicos. Na oposição, cada um que diga o que quiser. Mas, no poder, comunistas, socialistas e sociais-democratas, todos serão “neoliberais” enquanto tiverem contas por pagar.
No fundo, é isto: depois da ‘festa’ vem sempre o rigor orçamental. Governe quem governar. Bernardino está aí para o demonstrar. Não admira, pois, que António Costa ande tão calado.

terça-feira, 24 de junho de 2014

As crenças e o culto da imagem!

O que fará com que um homem como o Pacheco Pereira, em tempos filiado no PCP, milite nas fileiras do PSD e esteja de acordo com as políticas postas em prática por este partido na actualidade?
Quem souber que responda, pois eu não faço a mínima ideia.
Pelo contrário, entendo a viragem feita pelo Durão Barroso que na sua juventude foi militante do MRPP e agora é dos sociais-democratas mais direitista que eu conheço. Era moda ser comunista, ou de esquerda, enquanto durava a vida de estudante de qualquer jovem português da idade deste nosso político e actual líder da Comissão Europeia.
O Pacheco Pereira é formado em Filosofia, a tal ciência que dá a cada um o direito de ser como é e dizer o que lhe apetece sem que lhe possam apontar o dedo. Um conceito filosófico é único na cabeça de cada um, tal como como cada pessoa é diversa de todas as outras que habitam o planeta.
Karl Marx também era filósofo, o maior de todos, segundo alguns críticos da especialidade e deixou um vasto legado de obras sobre o assunto. Mas esse foi comunista desde pequenino e assim teve a coragem de se manter até à hora da sua morte. Mais comunista nas suas teorias do que na vida prática, conforme é apontado por alguns críticos da sua vida e obra.
Cada vez que me esbarro com a imagem de Pacheco Pereira, seja na televisão ou nos jornais (pessoalmente nunca me cruzei com ele nem faço questão que isso venha a acontecer), fico a pensar se o homem não terá uma panca pelo velho comunista Karl Marx. É que existe uma certa parecença entre eles e o cuidado que ele põe na barba e cabelo leva-me a pensar que ele deseja que nós, aqueles em cima de quem descarrega as suas teses filosóficas, o relacionemos com o outro.
Isto, se calhar, sou eu que não tenho nada mais importante em que pensar, mas também me assiste o direito de expressar os conceitos e ideias por que se rege a minha vida. A Filosofia é isso mesmo. Em conclusão, são tão filósofo como eles os dois!